Esse blog é isso. Um exercício de Libertação.
segunda-feira, 28 de março de 2011
O rei dos Elfos (Erlkönig)
O rei dos Elfos
Quem cavalga tão depressa através da noite e do vento?
O cavaleiro é um pai com o seu filho;
Leva o menino bem abraçado,
Segura-o com firmeza, mantendo-o agasalhado.
Meu filho, porque escondes tanto essa carinha?
Não vês tu, papai, o Rei dos Elfos,
com a coroa e o manto?
Meu filho, é apenas uma réstia de névoa.
Meu querido menino, vem comigo! Ah, vem comigo! Vens?
Brincarei contigo jogos bem divertidos;
Na margem tem muitas flores coloridas,
Minha mãe tem para ti muitos vestidos dourados.
Papai, Papai, tu não ouves
o que o Rei dos Elfos me promete baixinho?
Sossega, meu filho, fica sossegado:
É o vento que murmura nas folhas secas.
Queres vir comigo, meu bom rapaz?
Tenho filhas que tomarão bem conta de ti,
As minhas filhas conduzem as danças noturnas,
E assim te embalarão, a dançar e a cantar.
Papai, Papai, não vês
as filhas do Rei dos Elfos além, na escuridão?
Meu filho, meu filho, o que em torno se passa
É o brilho pardo dos salgueiros velhos.
Gosto de ti, dessa linda figura,
E se não vieres a bem, levo-te à força.
Papai, Papai, o Rei prendeu-me agora!
Ai! Quanto me magoou o Rei dos Elfos!
O pai assusta-se, cavalga velozmente,
Segura nos braços o filho que geme,
Chega a sua casa, cansado e apressado.
Nos seus braços vai já morto o menino.
Goethe
sábado, 26 de março de 2011
sexta-feira, 11 de março de 2011
Curiosidades de Edimburgo
Number2: Conhecemos o Bobby. Uma das personalidades mais famosas de Edinburgo. Nosso guia pirata do Free Tour contou a história dele no cemitério que ficava bem atrás do nosso Hostel. Bobby era um cachorrinho fiel que continuou visitando o túmulo do seu dono diariamente por 14 anos, até que morreu. Fizesse chuva ou sol, frio ou calor, quando se abriam os portões do cemitério, lá estava ele. Passava o dia todo guardando o túmulo e só partia ao anoitecer. Passou a ser conhecido na cidade e vivia da comida que as pessoas lhe davam.
Em 1867, quando foi dito que cachorro sem dono deveria ser sacrificado, numa época em que Edimburgo proibia cães sem registro, Sir William Chambers, importante autoridade de Edimburgo e também diretor de uma sociedade contra a crueldade em animais, pagou pela renovação da licença de Bobby, colocando-o sob responsabilidade da Câmara Municipal.
Como é proibido enterrar cachorros em território sagrado do cemitério, Bobby foi enterrado do outro lado da rua, bem em frente à sua entrada. Em sua homenagem, foi erguido um monolito de granito vermelho no cemitério e uma fonte com estátua no lugar onde jazem seus ossinhos caninos. A estátua originalmente estava voltada para o cemitério, mas foi virada (por alguém do pub logo atrás dela) para que quando fossem tiradas fotografias, ele aparecesse em segundo plano.
No monolito está escrito: Greyfriars Bobby - morreu em 14 de Janeiro de 1872, aos dezesseis anos - Que sua lealdade e devoção sirvam de lição a nós todos.
Tudo que está em itálico, copiei do Wikipédia J
Agora vem o engraçado: junto ao monolito as pessoas custavam deixar vários presentinhos pra ele. No dia que fomos tinha um bicho de pelúcia, umas flores e um adesivo do Bob Esponja. rsrsrrs
Nosso guia contou que um amigo dele, tb guia, achou um dia uma cartinha de uma menina alemã, que dizia: Bobby como vc já passou muitos anos aqui, agora é hora de passear e conhecer o mundo. Quero convidá-lo para ir na Oktoberfest. Rsrsrsrrsrs
Number3: Preciso explicar o Haggis, prato mais tradicional da culinária escocesa a base de míudos de carneiro.
Pega-se o estômago do bicho e, depois de lavá-lo bem, vira-o no avesso. Recheia-se então com as vísceras da ovelha (intestinos, coração, fígado, pulmões, etc) e ervas finas. Após cozinhar por algum tempo, retira-se essa gororoba parecida com uma carne moída de dentro do “saquinho” (para não assustar o cliente) e serve-se com um purezinho de batatas. Hummm!!!
Apesar do meu tom nojentinho, confesso que não achei ruim não. O Tato, não preciso nem dizer que adorou né?
quinta-feira, 10 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
O carnaval alemão
Eu e o Tato saímos um dia a noite para procurar algum tipo de festança e a única coisa que encontramos foi uma festa de salão, onde dançava um grupo meio deprimente e várias crianças felizes corriam para todos os lados, ansiosas pelo concurso de melhor fantasia. Veja uma foto do grupo na capa da revista do mês da cidade. Hauhauhauhauha
Ai, será que estou sendo muito venenosa?

Eu sei que em Köln (Colônia) rola um carnaval legal com desfile de rua. Mais animado sem dúvida, mas não vá imaginando que se compara aos nossos desfiles. Primeiro pq aqui é inverno e depois pq... pq aqui é Alemanha oras bolas.
Uma tradição dessa época são os bolinhos chamados Krapfen. No Brasil eu diria que se aproximam de um sonho recheado. Naturalmente que os daqui são muito mais gostosos, pq se existe uma coisa que o povo alemão entende é de padaria e suas delícias. Joguei no google para entender pq esses bolinhos só se come no Fasching e descobri que isso vem de muuuuitos anos atrás, quando o jejum após o carnaval era levado bem a sério. As pessoas aproveitavam o período de festa pra dar uma fortificada na sua reserva de gordurinha antes de entrar no período de abstinência. E convenhamos que o Krapfen é perfeito para isso, já que esse bolinho é frito na gordura e possui um bom tanto de calorias.
Acho interessante essa relação que existe aqui entre as festas do ano e certas comidinhas típicas que só se encontra nesse período. Parece que a coisa se torna especial por não ser acessível o ano todo. São como as estações . Aqui se vive de verdade cada uma delas, pq são completamente distintas e definidas. No Natal, por exemplo, não há quem não reserve um tempo para assar os biscoitinhos de formato divertido (Weihnachtsplätzen). Ou na Oktoberfest, quando todo mundo compra aquele bolo Lebkuchen em formato de coração.
Abaixo uma foto dos Krapfens.
Confesso que estou bem ansiosa para comer vários tipos!!!

