Não quero mais a neutralidade. Quero assumir minha realidade e me expor e vencer o medo de errar que bloqueia o movimento e a criação. Quero pecar por excesso.

Esse blog é isso. Um exercício de Libertação.








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sábado, 1 de dezembro de 2012

A árvore de Natal na Alemanha


    Um bafo natalino que eu descobri esses dias: Uma colega da meditação perguntou se era tradição no Brasil montar a árvore já no começo de Dezembro, pois sua vizinha brasileira faz isso todo ano. Perguntei quando então se enfeita o pinheiro por aqui e descobri que rola todo um mistério para as crianças.
    Na Deutschlândia o Papai Noel não é a última bolachinha do pacote não. A maioria dos pequenos, em vez de acreditar no homem da Coca Cola, aguarda ansiosa pela vinda do Cristo menino (Christkind). É ele quem monta na calada da madrugada do dia 23 a bela árvore de natal. Assim, quando as crianças acordam na manhã seguinte, vivem um momento de deslumbramento ao se depararem com a obra do Jesusinho.   

Neve


    Diversão do dia: pedalar do trabalho de volta pra casa com a boca aberta para comer os flocos de neve.
    Quando neva flocos gordos e não venta parece que o tempo passa em câmera lenta (rima do acaso).
    Eu me sinto parte de um daqueles enfeites de natal com água dentro que se chacoalha pra cair a nevinha.
    Pois é... vá saber se o mundo não é uma grande bola natalina e nós a mini cidadezinha colírio para os olhos de algum gigante.


OBS: Ando ausente porque estou muito ocupada empacotando minhas coisas para voltar pra casa e ainda não sei qual o espaço reservado pro coitado do Blog na mala.

domingo, 28 de outubro de 2012

Uma semana depois... a mesma árvore!


Let it snow, let it snow, let it snow!!!

A danada chegou cedo esse ano. Chegou atropelando o outono que nem se quer ainda foi embora :)

sábado, 27 de outubro de 2012

O vazio da parede vazia


    Minha felicidade incomensurável de voltar para casa não deprecia em nenhum momento a vida maravilhosa que tenho por aqui. Por que será que a gente tem essa mania de taxar as coisas? Hoje contando para uma amiga o quanto estou ansiosa para partir, ela perguntou: nossa aqui é tão ruim assim? Absolutamente... a alegria de ir embora não diminui os maravilhosos anos que vivi na Alemanha. Uma coisa não exclui a outra.
    
    Hoje comecei a me despedir lentamente do meu larzinho delicioso. Segunda-feira o apartamento será pintando, de modo que passei o dia tirando os muitos quadros e seus pregos das paredes. Uma atividade aparentemente insignificante. Aparentemente.
    Retirar o quadro, observá-lo com carinho em minhas mãos, sorrir com a lembrança que ele me traz e depositá-lo no sofá para ser empacotado é muito prazeroso. Aqui não há a idéia de separação, já que faremos a tão longa viagem juntos e eles continuarão a fazer parte da minha história. Há, no entanto, algo que fica. Algo que chora. E esse algo é a parede branca, vazia e esburacada. Tudo ficou tão triste que eu mesma sinto-me agora um pouco branca, vazia e esburacada. Essa impessoalidade da parede sem quadros é quase um tapa na cara. Cada buraco uma ferida aberta. Sinto como se eu e meu apartamento estivéssemos terminando um relacionamento. Estamos... na realidade. Um relacionamento tão saudável e feliz que só agora me dei conta o quanto eu vou sentir falta dele.
    Hoje caiu a primeira neve desse inverno. E quando neva, a casa da gente fica infinitamente mais gostosinha e aconchegante. Não há coisa mais acolhedora do que chegar do frio lá de fora, sentir o ar quentinho do lar, fazer um chá e observar pela janela os flocos de neve caírem. Protegido. Pois é. Exatamente isso eu não senti quando cheguei hoje da rua. A casa está meio irreconhecível. Já tem menos a nossa cara e ainda está de cara virada pra mim. Fiz um chá para ajudar, mas enquanto escrevo, percebo o paredão vazio atrás da tela do computador. 
    
    Voltemos agora ao primeiro parágrafo, até então desconexo do restante do texto. A alegria de ir embora, não me impede de sentir a tristeza da despedida. É como se nunca sentíssemos um sentimento por completo. Há sempre um pedaço que chora e um que ri. Separações serão sempre doloridas. Não positivas, nem negativas. Transformadoras.
    O oco é desconfortável porque nós seres gulosos desejamos o todo. O aqui e o lá. O agora, o antes e o depois. Sem esse vazio, no entanto, como haverá espaço para o novo? Além disso... o oco nunca é oco de verdade. Ele é cheio de lembranças que levamos para sempre como tatuagens.
    
    Partirei, portanto, muito tatuada, vazia, feliz e triste.

    E aliviada porque, para nossa sorte, a palavra partir vem sempre acompanhada de outra... chegar!  


    Detalhe: depois de tudo pronto e publicado, percebo na foto uma palavra em vermelho que salta de uma das plaquinhas. Que bonito! 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Outono e Pablo Neruda


     A árvore de frente da minha casa resolveu esse ano assumir um laranja inverossímil. Seria muito narciso pensar que ela fez isso só pra mim? Em comemoração ao meu último outono alemão? Acordar de manhã, abrir a janela do quarto e deparar-se com uma beleza dessas, faz o meu dia um pouquinho mais feliz. Obrigado quem quer que seja o responsável por isso. Aprecio o presente! 
    
    E viva a cortesia que a idéia do "último" traz para os meus olhos! 


    Para fechar aí vai um pouco de Pablo Neruda...

Se todos os rios são doces, de onde o mar tira o sal?
Como sabem as estações do ano que devem trocar de camisa?
Por que são tão lentas no inverno e tão agitadas depois?
E como as raízes sabem que devem alçar-se até a luz e saudar o ar com tantas flores e cores?
É sempre a mesma primavera que repete seu papel?
E o outono?... ele chega legalmente ou é uma estação clandestina?



domingo, 7 de outubro de 2012

domingo, 2 de setembro de 2012

Hoje eu só queria ir pra casa...


    Em dezembro quando partirmos, serão ao todo quatro anos morando aqui em Freising. Quatro anos longe da nossa terrinha, morando numa casa deliciosa com janelas para o velho mundo e suas belezas.
    E justamente quando eu achava que seria tranqüilo vivo um mês de agosto angustiante de tanta saudade do Brasil. Parece que o coração nunca se acostuma completamente. Eu adoro a Alemanha, mas nunca poderei chamar aqui de casa.
    Quanto menos tempo falta pra eu ir embora, mais ansiosa eu fico. Estamos fechando um ciclo maravilhoso, difícil e importantíssimo em nossas vidas. Estou a um passo, aliás, a três meses e meio de vencer um dos maiores desafios da minha vida.
    E em vez de aproveitar e fazer festa nos últimos minutos do segundo tempo, usufruindo das maravilhas que só a Europa pode me dar, eu acordo nesse domingo nublado e só desejo ir pra casa.
    Vai entender o coração humano... burrinho burrinho que dói!   

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Insuportável


Eu sou daquelas pessoas que só recuperam a paz de espírito depois de ver o fim de um pacotinho de bolacha. 
Um pacotinho de bolacha aberto é INSUPORTÁVEL. 
Não pode existir. 
E ponto. 

domingo, 19 de agosto de 2012

Um pouco de Índia


    Infelizmente, aqui na Europa, comer fora não é tão barato como no Brasil. Por isso sair para jantar, quando o bolso permite, torna-se um evento extraordinário.
    Sábado passado foi um desses dias singulares. Decidimos finalmente experimentar a comida de um restaurante italiano super tradicional de Freising. Como o lugar é pequeno e aconchegante, achei melhor ligar e fazer uma reserva. Surpresa chata: A insensível da secretária eletrônica me comunicou com sua voz fria que o local estará fechado até o fim do mês.
    Poxa! E agora? Não podia decepcionar minhas lombrigas e quebrar a promessa de levá-las comer fora. Seria como tirar doce de criança e isso não se faz.
    -Calma meninas, nós vamos dar um jeitinho. Já que a Itália encontra-se inacessível, é preciso escolher outro destino.
    Ficamos entre a Grécia, a Tailândia e a Índia. Optamos pelo último. No quesito variedade, devo dizer que nossa pequena Freising está de nota dez. Aqui existe até restaurante Vietnamita e Afegão.
    Eu e Tato montamos nas nossas bicicletas e pedalamos até Bombay no fim da Hauptstrasse (rua principal).
    Na frente do restaurante um tumulto de pessoas com roupas tradicionais. Opa, pensei, espero que tenha lugar para nós. Prendemos as bikes, corremos como mortos de fome desesperados para a entrada e demos com a cara faminta na porta fechada. Novamente uma surpresa desagradável: uma placa sem coração informava que o local estava fechado para uma festa particular.
    Nãããããããão! (Leia esse grito como aqueles de filme de terror). De novo não! Minhas lombrigas ficaram com os olhos marejados ao ler o pedaço de papel. Não havia nada a fazer além de mudar mais uma vez o roteiro da viagem.
    Viramos as costas e caminhamos sem rumo, quando ouvimos uma voz que falava conosco. Seria a voz da consciência? Não meus amigos. Saiu de lá de dentro um homem de uns 40 nos, vestido com roupas típicas e desculpou-se pela situação desagradável de ter que nos mandar embora com o estômago vazio. Era a festa de aniversário de sua filha e por isso estava o restaurante fechado naquela noite.
    Agradecemos a sua educação e partimos. Suponho que nossa expressão era mais triste que dos famintos de Portinari, pois dois passos adiante ouvimos sua voz novamente:
    -Se vocês não se importarem de comer do nosso Buffet, podem entrar e sentar lá fora no terraço. Aqui dentro o pessoal está dançando e assim vocês ficam mais a vontade.
    Apesar de não entender direito a situação, aceitei sem hesitar. Nem mesmo a reação do Tato eu esperei. Um convite tão simpático não se nega. Além disso, sou fã número 1 dessas experiências culturais e sentir um pouquito da Índia a 15 minutos de distância da minha casa é uma oportunidade imperdível.
    Entramos. Cheiro de incenso e música indiana no ar. Por todos os lados adultos e crianças vestidos a caráter. Mulheres com roupas coloridas, lenços brilhantes, brincos, colares, pulseiras, piercings. Ahhhh como eu desejei vestir uma roupa daquelas, nem que fosse só por uns instantes. Alguns dançavam. Parecia mesmo que estávamos na Índia.
    Foi então que encontrei a tão desejada mesa do Buffet.  Até meu terceiro olho arregalou. As lombrigas festejavam frenéticas. Diferente de um dia normal quando se escolhe um determinado prato do cardápio, eu poderia provar um pouquinho de tudo o que o restaurante oferecia. Uau!
    O senhor nos apresentou as opções, fizemos um prato bem recheado e sentamos na área externa para apreciar as delícias da culinária indiana.  
    Que sorte a nossa pensávamos. Foi uma noite agradabilíssima.
    A surpresa mais gostosa, no entanto, nos aguardava na hora de partir. Chamamos o dono da festa e pedimos a conta.
    - Que conta? Hoje vocês são meus convidados, não é preciso pagar nada.
    - O quê? Sério? Muito obrigado! Pagamos então pelo menos pelas cervejas.
    - Da Próxima vez!
    Que generosidade! Um coração bondoso e desapegado de lucro desse jeito não é fácil de encontrar hoje em dia. Será isso uma característica comum da civilização indiana?
    Saímos felizes e tão animados que, antes de voltar pra casa, ainda demos um pulinho no México para tomar um drink bem gostoso. El corazón é o nome do bar.
    Isso é que se pode chamar de noite internacional. Dois brasileiros fazem um brinde em alemão ao corazón do dono de Bombay. Prost!


    Moral da história: Há males que vem para o bem. As férias do italiano não podiam ter vindo em momento melhor !

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Meu primeiro papel

    Vim aqui confessar que na minha estréia no teatro, com 6 anos de idade, numa escola americana onde cursei o pré-primário, interpretei o grande papel de um milho que não conseguia virar pipoca.
   Vestida com um saco de lixo amarelo (as pipocas bem sucedidas vestiam sacos brancos), mal sabia eu que já tratava de um tema tão profundo da alma humana.
    Meu pequeno Hamlet peruá queixava-se para os cozinheiros suas dores metafísicas do não ser. Desenvolvia-se um bate-papo cabeça e todos cantavam em conjunto: You can do it, pop pop! You can do it, pop pop! You can do it if you try!!! Então, milagrosamente, eu e mais alguns milhos fracassados, encorajados pelo canto coletivo, vencíamos o obstáculo e nos transformávamos na tão almejada pipoca. A peça acabava com um “felizes para sempre” versão Popcorn Parade.
    Quem diria que um singelo espetáculo infantil pudesse ir tão longe nas questões metafísicas, comovendo corações, espelhando a luta diária da humanidade, inspirando grandes políticos!
   Anos mais tarde, vestida novamente com o tema que me lançou no mundo artístico, recebi o tão renomado prêmio de melhor fantasia na festa Ósmar da artes cênicas. Só que dessa vez, eu não era um peruá ou UMA pipoca retardatária, eu era um saquinho inteiro!!!
Pois é... como já diziam meus companheirinhos americanos:YES, WE CAN!!! 

  

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Uma frase

Pedalando minha 1 hora diária por umas estradinhas alemãs no meio do campo, deparei-me com várias vacas pastando. E antes que eu notasse o que estava pensando, me saiu essa frase da cabeça: Eu queria ter a paz interna da vaca que pasta! 

sábado, 5 de maio de 2012

Uma imagem de verão alemão


    Voltar pedalando do lago, depois de um dia de churrasco, com o laranjado do pôr-do-sol e o vento quente batendo no meu rosto, enquanto observo com o coração cheio de gratidão os campos de flores amarelinhas e as duas torres da igreja de Freising ao fundo.
Inesquecível e abençoado!




terça-feira, 1 de maio de 2012

Maluquices desse mundão

Não que eu esteja reclamando... longe de mim... mas não é a coisa mais contraditória do mundo ser feriado no dia do trabalho?

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O apetite por novas experiências

    Olá! Cheguei hoje do trabalho e me deparei com o laptop em cima da escravinha, onde ele raramente fica, o que me deu uma vontadezinha de escrever. Para aumentar ainda mais esse clima literário da sala, o Tato saiu pra treinar futebol e a casa ficou num silêncio poético perfeito com o sol se pondo aqui do meu lado, bem em cima do sofá. 
    Aí eu sentei, abri o Word e pensei sobre o que eu quero falar. Consegui escrever o título desse post. E travei. Vazio cerebral.
    Fui então na cozinha e fiz um Cappuccino (porque não bebo café) pra eu me sentir bem intelectual com uma xícara do lado do computador. Dá um ar de inteligência!
   E agora estou aqui, enchendo lingüiça, em vez de falar do que me propus.  Às vezes é difícil cercar a tal da galinha! Se é que vc me entende...
    Enfim... eu queria era falar sobre essa coisa que cresceu em mim principalmente depois que eu me mudei pra cá, essa coisa que é uma vontade louca de ver tudo, fotografar tudo, experimentar tudo, conhecer tudo.  É verdade que a faculdade plantou em mim a semente do querer aprender cada vez mais e mais e mais e mais, mas parece que foi aqui na Alemanha que eu enveredei de vez por esse caminho sem volta de PRECISAR ver o máximo possível do mundo. Digo caminho sem volta porque acho que expandir o horizonte, “crescer a cabeça” é uma atividade tão prazerosa, que se torna viciante. Sou uma viciada em viver!  E não quero por nada, nunca mais, perder esse vício construtivo e saudável.
    Já tenho vários projetos de momentos que quero vivenciar no Brasil quando voltar: desfilar em uma escola de samba, promover uma tarde de assar biscoitos natalinos com minha família, aprender as receitas da minha avó, conhecer Ouro preto, conhecer o Brasil.
    Não posso também perder essa minha pressa, que nasceu por causa do meu tempo limitado na Europa e que me fez entender que os meus dias de vida serão curtos demais para eu ver e sentir e experimentar tudo o que existe de maravilhoso.
    
   
    Eu queria aproveitar e registrar duas coisas muito legais que nós fizemos esse ano e que eu nunca tinha imaginado fazer:

Uma delas foi um curso para aprender a preparar Cocktails. Um curso beeeeeeem prático, em que o professor jogou algumas receitas em nossas mãos e disse: bom divertimento! 
Ao nosso dispor estavam dezenas de garrafas de bebidas, sucos, frutas, canudos coloridos etc... 
Haja estômago pra experimentar tanta mistureba! Foi muito legal.



Fiquei tão animada com esses workshops oferecidos pela escola do povo daqui (Volkshochschule), que resolvi investir na carreira culinária do Tato e inscrevi o coitado num de Sushi. E em um de fotografia também (no caso eu não tenho muito apetite tecnológico e prefiro ser a modelo do fotógrafo). Lembrei que no Brasil existe o Sesc, o Senac e que se a correria do dia-a-dia permitir, seguirei sempre me renovando com mini-cursos agradáveis.  
    




Bloody Mary e Pina Colada! HUmmm que delícia :)

Alegrinha experimentando mais uma da lista!



    Outra  foi uma oficina de Street Art, mais precisamente de Stêncil, que nós fizemos em Berlim.
    Parece que o mundo cresceu diante de nós com a nossa primeira ida à cidade em 2010, quando entramos em contato com o universo underground dos Grafites através de um tour super legal, que até ganhou um post aqui no blog chamado Free Tour alternative Berlin (outubro de 2010).
    Infelizmente, como nossas viagens são sempre de fins de semana, o tempo foi curto demais pra fazer o workshop.
    Felizmente, voltamos para Berlim em fevereiro deste ano (2012) e pudemos matar a vontade de segurar um spray na mão e soltar a criatividade do nosso espírito pichador! A única diferença é que em vez de picharmos paredes, fizemos nossas obras dentro de um ateliê numa placa de papelão.     E foi genial! Não que eu tenha algum talento ou queira seguir carreira, mas foi enriquecedor provar um pedaço, até então desconhecido por nós, desse planetão suculento.
    Abaixo algumas fotos da tarde divertida: 




  Fase 1: Depois de escolher seu desenho é preciso cortar com um estilete as partes brancas!               

Fase 2: Iniciar pintando o fundo    

Fase 3 e última: Quando se pinta a figura!


Obs: O mesmo stêncil (figura) pode ser usado várias vezes. Os fundos podem ser pintados das formas mais malucas possíveis com obejtos furadinhos, tecidos, telas, arames, etc...


Abaixo minha obra-prima:

Notei que nós iniciantes pecamos por excesso, o que é perfeitamente compreensível: apesar do fundo já estar bonito, vc sempre quer fazer mais um pouquinho e mais um pouquinho, até que sai uma cagada e tem que arrumar tudo! 


Tato e sua super corujinha!


Moral da história: O verbo ter não tá com nada. O negócio é descobrir ou redescobrir o mundo. Descobertas de um novo mundo! Há... Olha o merchã!

sábado, 31 de março de 2012

Registrando

Estou escrevendo sem saber direito do quê, mas com plena consciência do porquê.

Hoje tenho meu sábado deliciosamente livre até as 18:00 e uma sensação inquietante não me deixa desfrutar o “Dolce Far Niente” (ainda tenho muito que aprender com os italianos). É que eu tenho que me espremer, mesmo sem inspiração, para registrar tudo dessa minha vida européia que está chegando ao fim. As areinhas escorrem aceleradas na ampulheta do meu tempo e eu me pego desesperada a catar minhas lembranças, antes que elas se percam no deserto vazio do esquecimento. Eu tenho que guardar o máximo possível delas.

Amanhã será Abril! Já venci meu último inverno alemão! Nem sei como explicar o alívio que essa sensação me traz. Parece que só agora caiu minha ficha. Na verdade, só depois que falei com minha avó no telefone e ela deu um grito de alegria quando contei isso pra ela. Acho que eu estava esperando para ter certeza de que realmente não iria esfriar mais e assim poder ficar feliz de verdade. E acho que já posso afirmar com tranqüilidade, pois as plantinhas já escancaram essa verdade que alivia meu coração: O último inverno cinza desses meus 4 anos alemães ficou para trás! É fato que quando formos embora em Dezembro já estará um pouco friozinho por aqui, mas esse friozinho é todo outro. Ele tem um clima romântico de Natal europeu que tanto me fascina.

Hoje acaba março. Nossa diferença de horários passou pra 5 horas. Os dias já escurecem as 19:30 e isso me dá uma energia incalculável. Definitivamente sou uma pessoa de calor!

Hoje, coincidentemente, acabei de ler meu livro do Dostoievski (que tem me acompanhado há pelo menos 2 meses) e assisti os últimos episódios da série da ovelha. Deve ser por isso que estou me sentindo meio viúva nesse momento. Viúva, porém feliz!

Abril chega de cara nova!!! Com o calor de Nápoles (viajaremos na próxima sexta de páscoa) e a beleza das flores.

Ai que delícia que foi virar mais uma folinha do meu super calendário de Pin-up Girls.

E para não perder o motivo que me levou a escrever, segue uma fotinha registro do nosso primeiro Churrasco do ano (adoro essa solenidade que o número 1 dá para as coisas simples). Em plena quarta-feira tive a BENÇA de sair as 15:30 do trabalho num dia ensolarado e quente (17 Graus). Encontrei o Tato e fomos churrasquear no rio. É verdade que ele não estava na sua melhor Shape: sujinho, com árvores peladas e lotado de adolescentes desesperados para pegar um solzinho. Mas eu já o amo pelo que ele me significa e perdôo esse dia de feiurinha. Enfim, o primeiro churrasco do ano foi perfeito! Digno de uma quarta à tarde de começo de primavera.

E está aberta a temporada do Salsichão na Brasa!!!


quarta-feira, 14 de março de 2012

O Frühling

Ebaaaaaaaa!!!! Hoje começa oficialmente o Frühling. Primavera. Spring. Printemps. Vere. ربيع. Вясна. (não é genial esse desenhinho significar uma palavra inteira??? Esses japoneses são uma loucura).

E pra comemorar por termos sobrevivido a mais um inverno, Deus hoje nos mandou um dia beeem ensolarado.

Abaixo a foto da minha mini-orquídea que depois de 1 ano floriu de novo :)

domingo, 25 de setembro de 2011

Onde fica o Brasil?

Toda dia quando eu vou buscar as crianças na escolinha, deixo minha bicicleta parada do lado da igreja e ando o resto do caminho a pé.

Outro dia, passando por lá para voltar para casa, a Mariette perguntou: - É aqui que é o Brasil?

E eu, sem entender nada: - Não, porquê?

- Ué porque você disse que mora no Brasil e sua bicicleta está sempre ali.

-Não Mariette, ali é casa de Deus. Eu moro num apartamento do outro lado da cidade, que não é nem na igreja e nem no Brasil.

-Mas então em que direção fica o Brasil?

-Eu não sei direito. Mas é beeeeem longe. Você tem que pegar avião pra chegar lá.

A pequena ficou pensativa o resto do caminho. Quando estávamos quase chegando na sua casa, ela apontou um morro no horizonte cheio de casinhas (provavelmente a maior distância concebível para os seus 4 anos) e perguntou:

-E lá? É lá que é o Brasil?

Eu comecei a dar risada. Como explicar que um oceano ou 12 horas de vôo nos separam? Isso é muito grande pra sua cabecinha. Então eu disse:

-Quase. O Brasil fica logo atrás daquele morro.

Voltando no fim da tarde pra casa, avistei novamente o Brasilien da Mariette e dei um longo suspiro: Bem que ela podia ter razão!

sábado, 3 de setembro de 2011

Um BOOM pro inventor dos Fogos!

Você já parou pra pensar sobre os fogos de artifício? Porque para ver eu tenho certeza que sim.

Ontem, da nossa sala, assistimos a queima de fogos da festa da cidade. Nossa sexta-feira preguiçosa de pijamas foi repentinamente invadida por esse momento mágico que chegou pela fresta aberta da janela. Depois escancarada.

Que bonito que é isso! Que metido que é o homem. Ele criou uma explosão de cores brilhantes só para o deleite de seus olhos. Uma explosão de segundos sem nenhuma outra função que o prazer de contemplar. Celebrar. Um BOOM por um Ahhh! Um BOOM por um óóó! Um BOOM por um uuuuhhh!!! Uma explosão generosa porque até quem não pagou pode ver sem ser bicão.

Fico pensando o que pensariam os outros animais sobre isso, caso eles pudessem pensar.

O momento dos fogos de artifício é uma pausa no vídeo e uma corrida pra janela. São luzes apagadas.

Em quantas outras casas outros casais ou famílias também não se juntaram silenciosamente para ver o show de virtuose? Por 5 minutos uma cidade se uniu. Silenciou. Deslumbrou-se.

Fogos de artifícios trazem energias boas! Nunca vi alguém triste soltar um rojão. De certa forma eles explodem alegrias :)

É isso. Um BOOM pro inventor dos Fogos!!!

sábado, 27 de agosto de 2011

Crônicas e borboletas ou vagalumes

Estou adorando ler crônicas.

Meu atual: "As cem melhores crônicas brasileiras" seleção de Joaquim Ferreira dos Santos.

Pessoais e descompromissadas me transportam para as mais diferentes situações de um cotidiano sensível. Cheio das sutilezas e do bom humor.

Gosto tanto que também sinto vontade de escrever.

Na verdade, os posts dos blogs nada mais são do que crônicas com menor qualidade literária.

Então eu já as escrevo?

A questão é que eu queria fazer como eles: compor linhas que fizessem bem pras outras pessoas. Linhas saborosas. Gostosinhas. Deleitáveis. Juro que não precisava ser uma obra-prima da Linguagem. Mas tinham de ser um miniminho boas. E aí quando desce o senso crítico, meu bem, nada sai.

A vontade tá aqui. O tema também tá aqui, eu consigo senti-lo, mas não sei por que não consigo capturá-lo. Como uma borboleta que fica voando dentro de mim e não há meio de tocar com as mãos, ou melhor, com as palavras. O cérebro é muito quadrado pra borboleta. Talvez ela tenha medo de virar palavra e não poder mais voar porque a forma a prendeu. Eu, no entanto, insisto nessa caça. Porque é gostoso ler uma coisa que toque. Se eles não escrevessem, muito ficaria para sempre nas concavidades abstratas de seus autores, no paraíso das borboletas. E não haveria literatura. A arte de combinar palavras. Esse tricô alfabético sintético poético.

Ahhhhhhhhhhhh entendi!!! Quando se consegue capturar a borboleta com a palavra certa, ela não se fere e continua batendo asas. E não só isso... os outros, que a leram, voam também.


E isso tudo é um tremendo de um assunto batido. Será que se eu dissesse joaninhas em vez de borboletas pareceria um pouco mais original? Ou ainda mais criativo... um inseto nada citado... uma ... uma... Maria fedida não dá porque o sobrenome é muito depreciativo... um... um besouro... um vagalume. UM VAGALUME! uuuu Vagalume é bom! Vagalume é luminoso como as idéias! Fica então vagalume no lugar de borboletas!!!

Problema criativo resolvido. huhuhuhuh

O tema? Os grandes temas são sempre os mesmos.

Fuiiii!!!

domingo, 19 de junho de 2011

O que é o que é

Por que o Pinheiro não se perdeu na floresta?

.

.

.

Porque ele tinha uma-pinha!

hahahahahahaha

ha

adooooro!