Não quero mais a neutralidade. Quero assumir minha realidade e me expor e vencer o medo de errar que bloqueia o movimento e a criação. Quero pecar por excesso.

Esse blog é isso. Um exercício de Libertação.








terça-feira, 13 de março de 2012

Kebabs ou o X-salada alemão


Faça chuva ou faça Sol os tolotos estarão sempre lá!
Por toda Alemanha, em qualquer esquina, todos os dias do ano, independente da temperatura... bateu uma fome? Vai num turco e manda um Doner goela a baixo. Se a fome for grande demais vale comer o Durum, que de duro não tem nada!

O Doner Kebab nada mais é do que um espeto de carne ou frango GIGANTESCO que fica girando em um Grill e do qual o atendente, geralmente turco, corta fatias finíssimas com uma maquininha própria para colocá-las sobre o pão pita. Aí vem ainda cebola cura, repolho, tomate, molho de yogurt e pimenta. O durum é tudo isso, mas em vez de pão, o recheio vem numa massinha fininha em forma de pizza, que enrolada vira um canudão de 30 cm. Muito saboroso!

Uma vez vi um negócio desses em Campinas, mas, sem preconceitos, algo me diz para não inventar de experimentar essas coisas no Brasil. Ainda mais no calçadão da Glicério. Vai saber do que é feito o toloto brasileiro né? Bom... pelo menos acho que não deve ser de gato... ou se for... haja gato!!!

Obs: Roubei a foto do wikipedia. Espero que ng me processo por isso.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Uma caminhada em Montmartre

Voltando do Brasil para minha casinha alemã, fiz uma escala de 9 horas em Paris. Sabendo que o aeroporto não fica tão perto da cidade assim, decidi escolher uma única experiência e desfrutá-la com tranqüilidade do que me estressar e querer fazer o máximo de coisas possíveis nesse intervalo de tempo. Isso foi uma coisa que fui aprendendo ao longo das nossas viagens pela Europa: qualidade em vez de quantidade. Ultimamente eu prefiro ver 2 coisas legais e vivenciá-las de fato, do que 50 sem ter parado um minuto de verdade para contemplar alguma.

Assim, decidi passar uma tarde agradável em Montmartre. Primeiro porque é um bairro todo poético, cheio de artistas e atmosfera romântica. Depois pq é palco do filme da Amelie Poulain que eu gosto muito.

Foi a primeira vez na vida que viajei sem ninguém e confesso que estava um pouco apavorada com a idéia. Para minha surpresa, a tarde em que mais estive sozinha da minha vida não foi nada desagradável! É claro que tudo estava temperado com aquela angustiazinha que sempre sinto ao partir da minha terra, mas agora percebo o quanto aquele momento foi precioso.

Desci na estação Abbesses de máquina na mão e comecei a caminhar seguindo um circuito que imprimi no Google Maps. Naturalmente que seria mais romântico vaguear sem destino certo, mas para a estréia de uma viajante solitária, um mapinha dá uma segurança consoladora.

Fui visitar o Cafe des 2 Moulins, onde a Amelie trabalhava no filme. Poxa que legal que é isso! Como um filme pode tornar um lugar normal assim tão mágico? Escolhi sentar numa mesinha encostada na vitrine de vidro com vista para a rua, mas me sentei mesmo foi virada para dentro café. A sensação é que a ficção é realidade, que tudo aconteceu de verdade e que eu de alguma forma também era íntima daquele lugar. Desconfio que a Amelie ainda trabalha ali, mas estava no seu dia de folga. Faltavam mesmo só os personagens, mas com um pouco de criatividade podia-se facilmente inventar estórias com aqueles que ali trabalhavam.

Pedi uma tábua de queijos franceses e fiquei lá curtindo minha solidão, sem pressa de ir embora. É gostoso observar as pessoas. O legal é que no café não se vê somente turistas. Muitos nativos também vão lá durante sua pausa do trabalho tomar uma xícara de expresso. Aliás, que bonito que é isso dos franceses em cafés comendo seus croissants e lendo jornais ou trabalhando no laptop. Essa é uma imagem muito forte que tenho da França. Se a mesinha for na calçada ainda, mais legítimo!

Fui visitar também o Moulin de Gallete, um moinho no meio da cidade. Bonito! Mas o que eu mais gostei mesmo foi andar pela pracinha dos artistas chamada: Place Du Tertre, que fica muito próxima da Sacré Couer e é cercada por Cafés com mesinhas para fora. Lá muitos artistas expõem seus quadrinhos para vender ou fazem caricaturas dos turistas por 20 euros. Um museu ao ar livre!

Depois caminhei até a basílica de Sacré Couer e sentei uns bons 15 minutos nas suas escadas com vista para a cidade. Apesar de muito bonito, achei tudo meio triste. As árvores estavam sem folhas e o dia frio e levemente escuro. Para mim, que acabava de sair do Brasil 40 Graus, a Europa era de um silêncio triste e cinza. Ou eu é que estava vendo o mundo pelos meus olhos tristes? Não escutar mais português doeu na minha alma.


Então entrei, rezei um Pai-nosso com olhos marejados e decidi voltar correndo pro aeroporto. Tudo ficou grande demais pra mim. Levei comigo alguns postais e uma caixinha de música que toca a valsa da Amelie... uma caixinha de uma delicadeza e de uma beleza... dolorida até.

No aeroporto chorei. Chorei e chorei. Estava mais uma vez cortando meu cordão umbilical com o Brasil. Eu sempre volto pra Europa com mais saudades do que quando saio de férias em Dezembro. No entanto, logo acostumo e a saudade se anestesia.

O importante é que vivi uma tarde interessante e verdadeira em Paris. Sozinha. Tirei até umas fotos muito legais, o que me fez concluir que é necessário silêncio e tempo para se tirar fotos boas, ou pelo menos, fotos menos clichês!


Para quem gosta de viajar

Uma das minhas maiores paixões, descoberta aqui na Europa, é viajar!!! Passo muito tempo do meu ócio estudando um pouco sobre os lugares que vou visitar. O mundo me fascina e viver experiências nos mais diferentes lugares se tornou uma obsessão. Às vezes nem é preciso viajar de fato... com fotos, vídeos e relatos eu também viajo por esse mundão. Naturalmente que... sempre sonhando em poder ver tudo um dia com esses meus olhos que a terra há de comer!

Gosto muito de blogs pq eles têm um gostinho de gente de verdade, gente como a gente. Por isso abaixo deixo um endereço de um homem viajante que faz fotos maravilhosas e relatos gostosinhos sobre suas aventuras no mundo:

http://interata.squarespace.com/

E pra quem ainda quer ver uns vídeos tranquilitos, eu lhes apresento meu grande amigo dos últimos tempos Rick Steves. Ele pode não ser o mais Cult dos guias turísticos, nem ter a voz mais agradável de se ouvir, mas certamente dá umas idéias legais pra quem viajar. Seu endereço no youtube é: http://www.youtube.com/user/RickSteves

Ele também tem um App gratuito para Iphone, com entrevistas e guias auditivos de até 50 minutos sobre os mais diferentes lugares. Uma ótima companhia contra a solidão de pedalar na bicicleta da academia! O tempo passa que é uma beleza :)



Um desenho muito legal

Descobrimos nesses últimos tempos um desenho animado inglês, que na verdade é um stop motion, chamado Schaun the Sheep!

É muuuuito bom!

Dos mesmos criadores de Wallace e Gromit, os episódios com as ovelhas de massinha duram em torno de 5 minutos. Os temas são muito simples e os personagens se envolvem em situações clownescas divertidíssimas.

Está longe de ser uma atração só para crianças.

Fiz algumas cópias pensando nos meus filhos que ainda nem existem... uahauhaha

Abaixo um episódio sobre o tema: Soluço!


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Street Art

Mais um link de um kra muito maluquete, tipo Banksy!


domingo, 9 de outubro de 2011

Um passeio no mercado de domingo de Nice

A rua que na noite anterior dava lugar à milhares de restaurantes com mesinhas na calçada é, domingo de manhã, palco de um mercado delicioso de frutas, temperos e flores.

Chegamos e logo de entrada nos deparamos com uma multidão que se amontoava em torno de um carrinho de flores. O que será? Como todo bom curioso, nos enfiamos no meio do povo desesperado e avistamos um pessoal vestido com roupas típicas que estava distribuindo flores. Até hoje não sabemos bem o motivo, mas que bonito! Que gesto generoso! Como o homem, nesse caso as mulheres, são sensíveis e delicadas!!! Todas desejam loucamente ganhar uma flor. Desejam tão desesperadamente, que para conseguí-la, jogam-se no mar de cotoveladas, unhadas e puxões de cabelo sem medo de voltarem feridas. O importante, no final das contas, é possuir e cheirar essa pequena obra-prima da natureza. De graça! Ai que romântico! Para algumas a experiência é tão encantadora, que necessitadas de mais e mais, deixam sua já conquistada flor com o marido, vestem novamente seus capacetes e adentram corajosas na massa humana, lutando contra outras insaciáveis amazonas pelo segundo exemplar. Terceiro. Quarto. Não importa. É de graça!

Conquistado o meu cravo amarelo, pudemos continuar nosso passeio pelo mercado. Não sem antes nos depararmos com umas mulheres vestidas de jardim que circulavam em volta do caos. Seria uma alucinação causada pelo sol quente da manhã de domingo ou pela exaustão da guerra das flores? Não. Era real: no mercado de Nice circulava uma flora ambulante. O Tato tirou fotos para provar.

Depois de tantas emoções, é natural que se sinta um pouco de fome. E nada melhor do que matá-la com as famosas uvas da Provença. Brancas ou vermelhas, não importa. O importante é provar. E se não tiver onde lavar, faz um pai nosso e come assim mesmo! Quer coisa mais chique que bactérias e micróbios franceses?

O Tato deixou de lado essa experiência de degustar a natureza selvagemmente e optou por experimentar a famosa Socca, uma espécie de crepe/panqueca salgada feita de farinha de grão de bico, sal, água e óleo de oliva. Criou coragem e entrou na fila quilométrica para obter seu tão desejado pedacinho. Como a Socca é assada no forno a lenha e deve ser comida quentinha, é trazida a cada 10 minutos para o mercado por um homem de motinha. Que coisa mais emocionante! Cada Socca dava pra uns 3 ou 4 clientes, o que criava a maior expectativa na esfomeada clientela. Toda vez que a motinha virava o quarteirão era o maior alvoroço. Ai de quem furasse a fila. Enquanto o tio colocava a assadeira com aquela rodela amarela gigante em cima do latão quente de carvão, a tia que a servia, mais italiana que francesa, gesticulava nervosa e botava aos gritos ordem na fila inquieta. Triste era o momento em que se percebia ter ficado para a próxima rodada. Um verdadeiro Socca no estômago! O tio da motinha, no entanto, sempre voltava para alegria geral da Nação. Imagino que depois do papai Noel, ele deve ser um dos homens mais esperados do mundo. E a espera valeu a pena!!! Que delícia!

Saciados e satisfeitos ainda compramos um azeite caseiro (a região também é famosa por suas oliveiras) e deixamos o local para subir a colina do Chateau, de onde se tem uma vista linda de toda a praia. Hora de queimar as calorias francesas acumuladas no mercado!


sexta-feira, 7 de outubro de 2011